05 de February - 2012 - 17:28
De acordo com o líder Marcos Terena,
articulador do Comitê Intertribal - Memória e Ciência
Indígena (ITC), o estupro é uma forma de desmoralizar
as comunidades e também uma espécie de limpeza étnica.
“A forma mais fácil de destruir um povo é
desmoralizá-lo. Atingir a parte mais vulnerável do
grupo tem esse objetivo”, disse Terena, durante a divulgação
do relatório.
O racismo contra os indígenas é
apontado no relatório como fator de violência,
acrescentou Terena. “Em sua forma mais extrema, a discriminação
pode levar a graves violações, como homicídio e
estupro”, diz o documento. “Este tipo de discriminação
é difícil de quantificar e verificar porque, ou não
é documentado, ou não desagrega por etnia”,
ponderou.
Além de violência física, as
mulheres indígenas também são alvo indireto de
conflitos armados ou de desastres naturais. Por causa desses
problemas, muitas vezes, ficam sem acesso à educação,
à terra e a recursos econômicos, embora “sejam
responsáveis pelos cuidados de saúde e bem-estar de sua
família e comunidade”, relata o texto.
O documento da
ONU também revela que as mulheres indígenas lideram os
índices de mortalidade materna. Assim como a população
indígena, em geral, “experimenta níveis
desproporcionais” de mortalidade infantil, desnutrição,
doenças cardiovasculares, Aids, além de outras doenças
infecciosas como malária e tuberculose.
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