Dourados - Mato Grosso do Sul - Brasil, 05 de February de 2012.

Líder vê como desafio aplicação da Declaração da ONU sobre Povos Indígenas

05 de February - 2012 - 17:26

Os cerca de 370 milhões de indígenas no mundo têm como desafio nesta década aplicar a Declaração das Nações Unidas (ONU) sobre os seus direitos. Aprovado em 2007, o documento contém 46 artigos que incluem orientações sobre a garantia da propriedade de suas terras, acesso a recursos naturais, preservação de conhecimentos tradicionais e autonomia dos povos. A avaliação é de Marcos Terena, articulador do Comitê Intertribal - Memória e Ciência Indígena (ITC). Ele participa hoje (14) do lançamento da primeira publicação da ONU sobre a situação dos índios no mundo. "Essa carta de princípios precisa ser um mecanismo de defesa dos índios cerca de 6% da população mundial em situação de vulnerabilidade", afirmou. O relatório, elaborado por peritos indígenas, denuncia desigualdades na educação, na distribuição de terras, no emprego, nos níveis de segurança alimentar, de mortalidade infantil e violência, além do impacto de novos problemas como a questão ambiental e a migração. O documento tem divulgação simultânea no Rio de Janeiro, Nova York, Bruxelas,Canberra, Manila, México, Moscou, Pretoria, Bogotá. De acordo com Terena, a declaração é um marco ao aglomerar as principais demandas do movimento, com destaque para a demarcação de terras, fator fundamental para garantia de todos  direitos indígenas e da identidade do povo. "O Brasil tem regras definidas para demarcação que outros países não têm, no entanto, não consegue estabelecer uma política pública para executá-la". Com a publicação do relatório da ONU, Terena espera que a Declaração dos Povos Indígenas ganhe  força nos países signatários como o Brasil e possa também ser ratificada por outros países como Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos, onde inuits (esquimós), maorís e aborígenes são historicamente discriminados, embora organizem movimentos de resistência política e cultural. "Esse relatório é uma das ações da ONU para dar visibilidade a toda a questão indígena no mundo e faz parte de uma estratégia de anos para sensibilizar os países", declarou. Terena também lembra que a Bolívia, onde mais da metade da população é de indígenas, transformou a declaração em lei federal, com objetivo de reverter dados educacionais, do mercado de trabalho e de saúde, por exemplo. No país, os indígenas recebem quatro anos a menos de educação que a população não-índia.

Agência Brasil

/ Comente essa matéria



OBS: As letras não diferenciam entre maiúsculas e minúsculas.


Ypiranga,1229 - Vila São Luiz -Cep. 79825-140 - Dourados - MS - Tel. (67) 3422-2617.

Copyright © 2009 - Ajindo - Todos os direitos reservados - Politica de privacidade

Desenvolvido pela Agência Lobo