Os
povos indígenas das margens do Rio Xingu (Brasil) ameaçou ontem ao
governo brasileiro com um "rio de sangue" se não parar a construção de
uma grande hidrelétrica na Amazônia. Em
uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras autoridades,
os índios responsabilizou o executivo do que acontece com os executores
da obra, os trabalhadores e os povos indígenas da prossecução do
projecto da barragem de Belo Monte " arbitrariamente.
"O
rio Xingu pode se tornar um rio de sangue. Que o Brasil eo mundo para
saber o que pode acontecer no futuro, se os governantes brasileiros não
respeitam nossos direitos", advertem os índios na carta, divulgada pelo
Conselho Indigenista Missionário (Cimi) , uma organização ligada à Igreja Católica.
Trabalho
de Belo Monte será apresentada em 21 de dezembro e, de acordo com o
projeto, passará a ser a segunda maior usina hidrelétrica do país,
depois de Itaipu. Você
terá uma capacidade instalada de 11.233 megawatts e é construído na
cidade de Altamira, no Pará, na selva amazônica, perto da foz do rio
Xingu, na Amazônia.
O
projeto começou há mais de duas décadas atrás, mas parou sob pressão de
ambientalistas e índios, que mantiveram a sua recusa, embora, segundo o
Governo, o projeto atual é muito mais ambientalmente benignos.
O
plano inclui uma área de floresta de inundação cerca de 440 quilômetros
quadrados, que afectam directa e indirectamente 66 municípios e onze
terras indígenas, e força deslocar dezenas de milhares de ribeirinhos
de suas casas. PAÍS
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