O julgamento dos indígenas G. S. e A. A.
pelo Tribunal do Júri, da comarca de Miranda, marcado para esta
sexta-feira (4), a partir das 13 horas foi adiado. O juiz Luiz Felipe
Medeiros Vieira, titular da 2ª Vara Cível e Criminal, explicou que o
adiamento é resultado da ausência de um procurador federal da Fundação
Nacional do Índio (Funai) para a sessão.
O processo estava pendente em razão de os réus estarem desaparecidos. O
crime foi cometido no dia 15 de fevereiro de 1998, quando os réus, na
zona urbana da cidade, mataram Odyl Gomes de Arruda a socos e pauladas.
O processo estava suspenso aguardando a captura dos acusados que estão
desaparecidos. Contudo, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a
Recomendação 24 e determinou a inclusão na pauta deste ano dos
processos prontos para julgamento.
O julgamento estava marcado para o dia 4 de dezembro desde setembro,
prazo em que a Funai e as partes foram intimadas e todas as
providências para constituição do conselho de sentença fossem adotadas.
No dia 1º de dezembro, o procurador federal da Funai Juscelino Joaquim
Machado solicitou o adiamento do julgamento e teve o pedido indeferido,
em razão de o processo fazer parte da Recomendação nº 24 CNJ.
Como não houve o comparecimento de um procurador da Funai, o juiz adiou
o julgamento, marcou nova data, nomeou defensou público e oficiou a
situação para o ministro Gilmar Mendes, presidente do CNJ; o presidente
da Funai, em Brasília; ao superintendente da Funai, em Campo Grande, e
ao Des. Elpídio Helvécio Chaves Martins, presidente do TJMS, para
conhecimento e providências cabíveis.
Em razão do número elevado de júri marcados, o novo julgamento está marcado será no dia 4 de março de 2010.